A Vida é uma Montanha Russa

A Vida é uma Montanha Russa

A vida não é uma linha reta em que alguém conquistado ou algo adquirido é uma segurança para todo o sempre; a vida é uma montanha russa e, de vez em quando, sim, é preciso ficares de pernas para o ar.

Tudo passa, tu ficas. Sou tão assertivo relativamente a este tema porque sei que é a dependência que gera o apego, ou seja, se as pessoas forem independentes é impossível serem apegadas. É o ego que as vincula à ideia de que não são suficientemente boas para dependerem de si mesmas e é contra esta terrível armadilha que é preciso lutar.

Uma mãe que dependa do bem-estar do filho e que viva para ele é uma mulher que não encontrará forças para lhe esticar o braço quando ele cair e precisar de uma verdadeira mãe, pois serão sempre dois a sofrer da mesma epidemia, da mesma dor, da mesma frustração ou desilusão; um homem que use e abuse da estabilidade profissional e financeira que conquistou e que dependa disso para, pensa ele, ser o que é, é alguém que mais tarde ou mais cedo, e num daqueles loopings da vida em que o que era já não é, nem de pernas viradas para o ar vai ter um cêntimo que lhe caia das calças ou um plano B que lhe atenue as vertigens; uma pessoa “habituada” torna-se num ser profundamente débil se lhe tirarem a rotina; e aquela que dependa da ostentação material para se fazer valer relativamente às outras e a si mesma é alguém que vive em constante ameaça, agonia e solidão, pois tudo o que tem é, afinal, uma parte de si, e isso acaba por significar que tudo o que possa eventualmente acontecer de mau aos seus pertences represente também um soco no estômago, um aperto nos rins ou um empurrão pelas costas. Além disso, e valha a verdade, quem troca bens por pessoas merece passar maus bocados sem elas.

(…) Todas as pessoas apegadas ao presente são pessoas dependentes de uma zona de conforto muito reduzida onde não lhes é permitido voar e onde, ao mínimo solavanco, tudo acaba por ruir. Essas pessoas não possuem treino nem referências pessoais que sirvam de exemplo para momentos de agitação, pois as suas próprias vidas sempre foram relegadas para segundo plano. E porquê? Pelo velho problema do costume. Porque centraram, durante uma vida inteira, a prioridade nos outros, no trabalho e nas coisas. Tudo fora, quando a solução está dentro. Tudo errado.

(Gustavo Santos, in “Agarra o Agora”)

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Sou autor do site Motivação e Foco, consultor comportamental, apaixonado por gente e pela vida.

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