Uma cabeça cheia de MEDOS não tem espaço para SONHOS

Uma cabeça cheia de MEDOS não tem espaço para SONHOS

Nós vivemos em um mundo com um ritmo completamente alucinado, sempre com mais coisas para fazer do que a nossa real capacidade temporal permite. Somos cobrados sistematicamente para que consigamos dar conta – sem reclamar, é claro, – já que somos vistos tão somente como peças dentro de uma engrenagem que deve funcionar na máxima velocidade o tempo inteiro. Entretanto, ainda que isso por si só já seja problemático, o pior vem a seguir: dispomos de enorme energia em coisas que na maior parte do tempo sequer gostamos.

Obviamente, não há como fazer tudo que queremos o tempo inteiro. A vida adulta exige um certo pragmatismo para que seja possível o seu funcionamento. Todavia, há na contemporaneidade um excesso pragmático, o que torna a vida burocrática até mesmo nos pequenos detalhes. Inseridos nesse mundo de “máquinas”, nos sentimos extremamente cobrados, mesmo que inconscientemente, a nos adequarmos a esse modus operandi.

Sendo assim, toda vez que sentimos vontade de sair da “linha”, por algo que fala em nós, recebemos uma torrente de sentimentos pesados que nos bloqueiam e impedem que saiamos do lugar; reverberando em um exército de pessoas amedrontadas, inseguras, cheias de pressões na cabeça e, por conseguinte, paralisadas, automatizadas e tristes.

Eu sei que a insegurança é um traço da existência humana, afinal, somos finitos e confusos. No entanto, o que causa “estranheza” é o modo como há no sistema que vivemos toda uma cultura para explorar ao máximo as nossas inseguranças, a fim de que estejamos sempre em lugares previsíveis (físicos e do pensamento) e, portanto, estejamos sempre controlados.

Há total desestímulo a todos os que se colocam de modo diferente para o mundo, que buscam interpretá-lo de forma original, que procuram conhecê-lo, explorá-lo, esmiuçá-lo, principalmente, nas suas obviedades, que é o lugar em que se escondem as grandes belezas da vida.

Mas o medo é enorme, é gigante, toma conta do nosso ser, subordina-nos, cela-nos e cavalga em nós à base de chicotadas e esporas. E, assim, a maior parte dos sonhos, desejos, ambições, sequer saem do mundo das ideias, ou melhor, sequer chegam a florescer no mundo das ideias, porque existe o medo de falhar. O habitual está no erro, nunca na possibilidade de dar certo, sobretudo, quando se trata de algo fora do “comum”, já que somos “livres”, desde que façamos as “escolhas” pré-determinadas por um grupo seleto de pessoas que brincam em seu teatro de marionetes.

Dessa forma, a nossa própria relação com o tempo se torna extremamente conturbada e problemática, porque nós acreditamos que estamos velhos demais para fazer alguma coisa que temos vontade, como trocar de faculdade ou fazer a faculdade que sempre sonhamos, iniciar um projeto convencional ou “não-convencional”, mudar de trabalho, iniciar um relacionamento ou novos relacionamentos (sentido amplo); enfim, sair de um lugar que está ruim, fazendo-nos mal, que não está nos trazendo felicidade e buscar algo que realmente queremos fazer, lugares que queremos estar, pôr em prática ideias que circulam em nossa cabeça e sonhos que bombeiam nosso coração.

Sentimo-nos velhos e, não raras vezes, incapazes de realizar aquilo que queremos. Contudo, ao contrário de permanecermos onde estamos e vivermos o presente, pensamos sempre no futuro, tomados pela ansiedade, mas paralisados pelo medo. Também pudera, é tanta pressão: de fora, de dentro, pressão para seguir os padrões, para se adequar, para correr, produzir, se anestesiar… realmente, estamos velhos demais para sonhar. Ou pelo menos, é assim que querem que pensemos e nós estamos cada vez mais acreditando nisso como a verdade última da nossa existência.

Desse modo, o nosso mundo extremamente desenvolvido, está completamente nebuloso, frio e gelado. Vivemos sem nos dar conta de que não basta viver, é preciso navegar, nos nossos mares, nos nossos sonhos, nas nossas loucuras, porque mais do que átomos, somos feitos de histórias, que precisam ser contadas para que continuem vivas. O medo de falhar é terrível, confesso. A insegurança parece estar sempre à espreita, também sei. Entretanto, se a vida é um caminho que se faz ao caminhar, os sonhos são as asas que nos permitem sobrevoar as pedras que nele aparecem. Por mais que seja difícil, a escolha entre parar e voar é sempre nossa, já que: “Uma cabeça cheia de medos não tem espaço para sonhos”.

(Autor: Erick Morais)

Pense nisso e viva melhor!

Compartilhe este texto com seus amigos nas redes sociais!

Sou autor do site Motivação e Foco, consultor comportamental, apaixonado por gente e pela vida.

Quero trocar experiências e conhecimento com você, deixe seu comentário, envie um e-mail e me siga nas redes sociais.

Não há comentários

Deixe uma resposta