Sou eu

Sou eu

Minha filha Sara e eu éramos muito amigas. Ela estudava num colégio interno que não ficava muito longe. Por isso eu ia visitá-la muitas vezes. Entre uma visita e outra nos escrevíamos ou falávamos por telefone.

Quando ela me chamava, sempre dizia:

– Oi, mãe, sou eu!

E eu respondia:

– Oi, Eu, como está?

Muitas vezes assinava suas cartas com apenas “Eu”. Às vezes eu a chamava “Eu” para brincar com ela.

Depois, minha filha morreu de repente, sem nenhum sintoma anterior, de uma hemorragia cerebral. Não preciso dizer que fiquei arrasada. Não existe dor maior para uma mãe que perder seu filho querido. Precisei de toda a força de minha fé para continuar a viver.

Decidimos doar seus órgãos para que alguma coisa boa pudesse surgir de uma situação tão trágica em todos os sentidos. Mais tarde soube a onde foram parar todos os seus órgãos, mesmo que não foram ditos os nomes.

Mais ou menos um ano mais tarde, recebi uma bonita carta de um jovem que tinha recebido seu pâncreas e seus rins. Contava como essa doação tinha mudado sua vida!…

Meu Deus!… No final da carta, como não podia usar seu nome, assinou apenas: “Eu”

 

Autor: Mary M. Jelinek

 

Compartilhe este texto com seus amigos nas redes sociais!

Sou autor do site Motivação e Foco, consultor comportamental, apaixonado por gente e pela vida. Quero trocar experiências e conhecimento com você, deixe seu comentário, envie um e-mail e me siga nas redes sociais.

Não há comentários

Deixe uma resposta