A parábola do fariseu e o publicano

A parábola do fariseu e o publicano

Jesus contou esta parábola: Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. ‘Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’. Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”

RESUMO DA PARÁBOLA

Esta parábola sobre dois pecadores foi contada pelo Senhor Jesus com o objetivo de atingir alguns homens que confiavam em si mesmos, se consideravam justos e desprezavam os outros. Jesus contou que os dois subiram ao templo com um único objetivo: orar. Um dos homens (o publicano – conhecido também como cobrador de impostos), reconheceu que era pecador e se confessou diante de Deus. Enquanto isso, o outro (o fariseu – religioso ultra conservador) preferiu se gabar de sua própria justiça e omitiu seus pecados. Essa parábola de Jesus fala de um homem que pensava ser bom, mas que foi rejeitado por Deus e de outro que reconheceu ser mau e foi alcançado pela misericórdia de Deus.

O QUE PODEMOS APRENDER?

Vamos nos colocar dentro dessa parábola e seguir esses dois homens até o templo. Enquanto um procura o melhor lugar para fazer suas orações, o outro, “de longe”, fica praticamente na porta de saída.  Enquanto um olhou só para o seu ego, o outro viu sua grande necessidade de salvação. Os dois homens adoraram: um adorou a si mesmo; o outro adorou a Deus. Um focou em seus méritos; o outro reconheceu que jamais poderia ser salvo pelos seus esforços. Um desprezou os outros; e o segundo desprezou a si mesmo. Um levantou um altar para si; o outro se colocou no pó. Um implorou justiça do Senhor; o outro, misericórdia.

Ao analisar a postura do fariseu, vemos atitudes orgulhosas quando ele se aproxima de Deus: a primeira é demonstrada pela sua postura. A Bíblia relata que ele estava em pé, não havia reverência ou demonstração de humildade, pelo contrário, ele queria que todos ouvissem suas palavras e o vissem como um grande homem. Além disso, Jesus o descreve: “orava no íntimo”, ou seja, ele orava só para si mesmo. Aquele homem se achava tão santo e superior aos outros, que nem chegou a buscar a misericórdia de Deus. Ao escutarmos a sua oração, temos a impressão de que Deus tinha que ouvi-lo e aceitá-lo pelo que ele era e pelo que tinha feito.

Agora, voltando os nossos olhos para o publicano, vemos uma atitude de pura humildade. Ele estava em pé afastado, longe da multidão. Não havia desejo de ser ouvido por ninguém além de Deus. Seu temor era tão grande que ele nem sequer levantava os olhos para o céu, antes, ele preferiu baixar a cabeça. Enquanto orava, esse homem batia em seu peito e clamava: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador”. Essa curta oração feita pelo cobrador de impostos tinha todos os ingredientes necessários para que Deus se voltasse para ele. Em suas poucas palavras, vemos que ele tinha a consciência de que, sem o perdão do Pai, não haveria salvação. Ao baixar a cabeça e bater em seu peito, esse homem reconheceu que era falho e que necessitava da mão poderosa de Deus na sua vida.

O fariseu deixou o templo se sentido justificado. Com certeza, ele saiu daquele lugar impressionado diante de sua grandeza; e a sua recompensa, porém, não veio de Deus, mas dos homens que devem ter ficado admirados com tanta “santidade”. Já o publicano deixou o templo sem ser notado pelos homens, mas voltou para casa justificado por Deus, porque se humilhou.

PARA REFLETIR

Jesus nos deixa quatro lições importantes com essa parábola: a) Religiosidade não significa nada para Deus se não brotar de um coração sincero e se não estiver de acordo com a vontade Dele; b) O orgulho acaba com a nossa vida espiritual; c) Reconhecer que somos pecadores indignos é a chave para agradarmos a Deus; d)Deus não vê aparência. Ele vê o coração (Leia 1 Samuel 16:7). O fariseu, que aparentemente era justo, tinha uma capa de egocentrismo e hipocrisia em seu coração. Enquanto isso, o cobrador de impostos, se via como o pior dos pecadores e agradou a Deus com a sua sinceridade e humildade.

Diante disso, fica a pergunta: Em seu momento íntimo com o Senhor, suas orações são mais parecidas com a do fariseu ou com a do publicano?

AGORA É COM VOCÊ

Durante o estudo dessa parábola de Jesus você conseguiu observar mais alguma mensagem? Ela falou ao seu coração de uma maneira especial? O que você aprendeu nessa parábola de Jesus que pode ser aplicado em sua vida?

Lucas 18:9-14

Fonte: http://www.pastorantoniojunior.com.br/esbocos-de-pregacoes/parabolas-de-jesus-o-fariseu-e-o-publicano

Sou autor do site Motivação e Foco, consultor comportamental, apaixonado por gente e pela vida. Quero trocar experiências e conhecimento com você, deixe seu comentário, envie um e-mail e me siga nas redes sociais.

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