Eu tenho razão!

Eu tenho razão!

Esgrimindo esta frase: eu tenho razão.

Desfazem-se os casamentos, perdem-se os amigos, pais e filhos se afastam. Os povos vão à guerra.

As discussões se estendem e azedam. Destroem-se os diálogos. Matam-se os homens.

Mas quem tem razão? Razão é uma virtude que só é possuída por quem acredita que não a tem.

Porque, se acredita no contrário, já não a tem. Pois ninguém tem toda a razão.

Todos têm, da razão, alguma coisa (contanto que falem com mediana razoabilidade).

Em caso de discussão, ninguém tem toda a razão com exclusividade.

Não é possível a ninguém conhecer a verdade completa de todas as coisas, sob todos os aspectos. Vale dizer, de coisa nenhuma.

Somente o Uno, Aquele que tudo conhece e que é a própria Verdade, tem toda a Razão.

E justamente Aquele que tem toda a razão permite que nós também tenhamos a nossa pequena parte da razão.

O importante é respeitar a parte de razão “do outro” – mas sem reticências, com sinceridade.

É preciso reconhecer que o outro pode perceber aspectos que eu não vejo.

Desde que coisas e problemas apresentam diversos ângulos e que eu, a partir da minha perspectiva, não os posso ver todos…

Ninguém tem toda a razão. Mas todos nós temos, normalmente, uma parcela de razão.

Às vezes maior, às vezes menor. Mas uma parcela.

Quem concede e compreende a razão do outro, aumenta o grau da sua própria razão.

Quem se fecha na sua única razão, amesquinha essa razão. Limita-se. Tem menos razão.

Ao dialogar, é necessário ser compreensivo.

Diálogo compreensivo é o daqueles que tentam compreender a posição contrária, não, porém, a partir de sua própria perspectiva e, sim, a partir da perspectiva contrária.

As coisas, a partir da perspectiva do outro, serão vistas de outro modo.

Surgirá um ângulo que antes não era visto.

Os fanáticos de uma determinada ideologia só enxergam uma única perspectiva, e se negam a ver outra, diferente dessa.

Quanto mais fanáticos são eles, mais se obcecam na própria atitude e menos querem examinar outra, diferente.

Os fanáticos tanto mais se amesquinham quanto maior for o seu fanatismo.

Quanto mais cegos ficarem, menos razão terão.

Os fanatismos podem ser políticos, artísticos, científicos, esportivos, filosóficos, religiosos, nacionalistas, racistas, sociais… e pessoais.

Fanatismo é um tipo de cegueira espiritual.

O único modo de crescer como pessoa e viver mais intensamente é crescer em amplidão de consciência e compreensão do mundo.

Os fanáticos orgulham-se de viver com etiquetas. E, na maioria dos casos, defendem-nas com atitudes cegamente fanáticas.

Aparentemente, o fanatismo é um dos modos de essas pessoas apregoarem a insegurança que sentem.

Elas precisam manter teimosamente suas atitudes de teimosia e rejeição às atitudes alheias porque interiormente reconhecem a pouca consistência de suas idéias.

Tornam-se pequenos ou grandes cegos; pequenos ou grandes “sem razão”.

Você, a exemplo do antigo filósofo, seja amigo de Catão, porém, mais amigo da Verdade.

A razão da imensa, da infinita verdade, você a terá: ela será concedida a você na medida em que reconhecer que não está com toda a razão.

(Dario Lostado)

 

Pense nisso e viva melhor!

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Sou autor do site Motivação e Foco, consultor comportamental, apaixonado por gente e pela vida.

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