Como tratar a dor da rejeição

Como tratar a dor da rejeição

A rejeição é sem dúvida a ferida emocional mais comum em nossas vidas. Segundo o doutor em psicologia e especialista em terapia de casais, Guy Winch, também autor do livro Emotional First Aid(Primeiros Socorros Emocionais), as rejeições são os cortes e arranhões psicológicos que machucam a pele emocional e penetram na carne.

Durante nossas vidas experimentamos por diversas vezes a dor da rejeição. Quem, por exemplo, nunca foi rejeitado em uma brincadeira na infância, não sofreu a desilusão de um amor não correspondido, não sentiu a frustação de ser despedido do emprego, deixou de ser convidado a uma festa, onde estavam todos os seus amigos, etc.

Nos dias atuais, com o advento das comunicações eletrônicas, plataformas de mídias sociais e aplicativos de namoro, nosso círculo de relacionamento aumentou consideravelmente e consequentemente nossas chances de rejeição, pois, um e-mail não respondido, um telefonema não atendido, um convite não aceito para as redes sociais e o bastante para nos sentirmos rejeitados.

Além dessas rejeições de menor potencial, ainda estamos sujeitos ​​a rejeições maiores e mais devastadoras, como é o caso de ser abandonado pelo cônjuge, ser demitido do emprego, esquecido por nossos amigos ou quando somos rejeitados por nossas famílias e pela sociedade por nossas escolhas de estilo de vida.

Independente do tamanho da rejeição que experimentamos, o fato é que sempre será uma experiência dolorosa e normalmente dói muito mais do que poderíamos imaginar. Esta dor varia de pessoa a pessoa, há quem sofra tanto que a dor destrói sua autoestima e pode ser inundado por sentimento de raiva.

Ao analisar nossas reações à rejeição, cientistas descobriram, através de exames de ressonância magnética, que as mesmas áreas do nosso cérebro são ativadas quando experimentamos a rejeição ou quando sentimos dor física. É por isso, que mesmo as pequenas rejeições ferem tanto, pois, provocam a sensação de dor física(embora seja emocional).

O ser humano tem a necessidade básica de ser aceito, de pertencer a um grupo, de pertencer a uma família, de receber a aprovação dos outros, de viver em sociedade e a rejeição afasta-o do direito de suprir esta necessidade, provocando uma sensação de vazio e dor.

Mas, porque o nosso cérebro reage dessa maneira à rejeição? Acredita-se que tudo começou quando éramos caçadores coletores e vivíamos em tribos.  Já que era impossível, naquela época, sobreviver sozinho, quando alguém era banido da tribo equivalia a uma sentença de morte.

Como resultado, desenvolvemos um mecanismo de alerta precoce, para nos avisar quando estamos em perigo de sermos “expulsos da tribo”(rejeição). Esse mecanismo é a dor emocional.

A dor emocional é apenas um dos sintomas da rejeição, ela também impacta no nosso bem-estar, interfere no humor e na nossa autoestima, além de poder provocar ondas de raiva e agressão.

Se você está sofrendo a dor da rejeição, Siga as 3 dicas seguintes e descubra como responder à rejeição e aliviar a sua dor emocional:

 

3 dicas simples para tratar a dor da rejeição

 

1. Evite ser autocrítico

Procure rever o que aconteceu e identifique o que você poderá fazer de forma diferente no futuro. Não há nenhuma razão para autocritica e autopunição. Pensamentos como: Eu sou um perdedor, eu sou um fracassado, a culpa foi minha, eu não mereço, só agravam a sua dor.

É comum encarar a rejeição como uma confirmação de que não somos habilidosos o suficiente, de que não merecemos o amor ou de que nunca teremos sucesso. Entretanto, evitar a personalização da rejeição o ajudará a retirar lições positivas dela e a se sentir menos devastado.

Não ignore suas qualidades, nem aumente a intensidade dos erros e falhas que cometeu. Se você foi rejeitado em um emprego, isso não significa que você nunca encontrará trabalho e que viverá dependendo dos favores dos outros ou se você recebeu comentários negativos por um serviço, isso não significa que não é capaz de aprender e fazer melhorar. Exagerar nas reações reduz suas chances de aprender e crescer com as experiências.

 

2. Eleve sua autoestima

Quando sofremos uma rejeição nossa autoestima é severamente afetada. Neste caso, devemos assumir comportamentos que possam resgatar a nossa autoestima. A melhor maneira de elevar sentimentos de autoestima é afirmar aspectos positivos sobre nos mesmos. Para isso, faça uma lista (escrita e não apenas na mente) de cinco qualidades que você tem e que são importantes ou significativas.

Quando fazemos uma lista de nossas qualidades estamos, de forma consciente, lembrando que temos valor e merecemos ser amado. Essa atitude é capaz de elevar a nossa autoestima, nos ajudando a superar a rejeição. Além disso, nos ajuda a desenvolver uma proteção contra rejeições futuras.

Para elevar sua autoestima leia também nosso artigo – 10 Exercícios Para Elevar Sua Autoestima.

 

3. Aumente suas conexões sociais

Nós seres humanos, como animais sociais que somos, precisamos nos sentir queridos e valorizados pelos diversos grupos sociais os quais estamos filiados.

A Rejeição desestabiliza nossa necessidade de pertencer, deixando-nos inquietos e socialmente desconectados. Sentir uma perda na conexão é um dos maiores efeitos colaterais da rejeição.

Para resolver isso, procure o convívio de pessoas que o amem e o apoiem. A convivência divertida e saudável melhora os sistemas de recuperação do nosso corpo. Passar pela experiência de aceitação emocional de seus amigos e familiares pode ajudá-lo a superar a dor da rejeição. Nunca se isole apos passar por um momento de rejeição.

A Rejeição é sempre traumática, mas, saber como limitar o dano psicológico sofrido, vai ajudar a recuperar as dores da rejeição mais cedo e fazer com que você sega em frente com mais confiança.

Pense nisso e viva melhor!

Se este texto te ajudou compartilhe-o nas redes sociais para que possamos ajudar outras pessoas.

Sou autor do site Motivação e Foco, consultor comportamental, apaixonado por gente e pela vida. Quero trocar experiências e conhecimento com você, deixe seu comentário, envie um e-mail e me siga nas redes sociais.

Não há comentários

Deixe uma resposta