Acordado, e ainda em completo repouso

Acordado, e ainda em completo repouso

Nós levamos a vida através de três estados de consciência – despertos, sonhando e dormindo. No estado desperto de consciência, nós experimentamos o mundo através de cinco sentidos. Nós buscamos elevação e alegria vindas destes sentidos.

Por exemplo, nós só queremos olhar para aquilo que é fonte de alegria e não para algo que pode nos entristecer. Se um dos sentidos está faltando, a dimensão completa daquele sentido é perdida. Alguém que não pode ouvir está despossuído de todo âmbito do som. Igualmente, aquele que não pode ver está privado de todas as bonitas vistas e de todas as cores. Então, o sentido é mais importante e muito maior do que o objeto do sentido.

Contudo, cada sentido tem uma capacidade limitada de entreter. Afinal, o quanto pode uma pessoa ver, ouvir ou tocar? Embora uma visão seja bonita, não se pode ficar olhando continuamente para ela. Os sentidos ficam cansados depois de um período curto de tempo. Os olhos fecham e nós queremos voltar para dentro de nós mesmos porque toda experiência é um dispêndio de energia.

Mais elevada que o sentido está a mente. A mente é infinita; seus desejos são muitos. Mas a capacidade dos sentidos de usufruir é pequena. Este desequilíbrio no sistema permanecerá. Ganância é querer mais e mais objetos dos sentidos – mesmo que uma pessoa possa comer o bastante, ela quer todos os chocolates no mundo; embora a soma em dinheiro que possa ser gasta por alguém durante uma vida seja limitada, ela quer toda a riqueza do mundo.

Isto é ganância. Isto é o que prevalece no mundo atualmente.

Dar importância demasiada aos objetos dos sentidos leva à ganância, dar demasiada importância aos sentidos leva à luxúria e dar demasiada importância à mente e seus desejos leva à desilusão. Nós nos agarramos a conceitos da mente e queremos que as coisas aconteçam de uma determinada maneira. Desta forma, os conceitos na nossa mente nos impedem de perceber a consciência infinita que é parte de nós.

Não estou dizendo que os sentidos ou a mente são ruins. Mas precisamos aprender a discriminar entre coisas e estar atentos ao que está acontecendo em todos os momentos; é quando a claridade amanhece em nós.

Então, o quarto (ou o mais alto) estado de consciência está em algum lugar entre o estado desperto, o sono e o sonho; no qual nós sabemos que somos, mas não sabemos onde estamos. Este conhecimento segundo o qual eu sou, mas eu não sei onde estou ou o que eu sou é chamado Shiva. Este estado propicia o mais profundo descanso que alguém pode experimentar. A mente ganha frescor, se torna delicada e bela.

No estado desperto, se está constantemente comprometido em olhar, cheirar, comer etc. O outro extremo é durante o sono, onde se está completamente limitado e obscurecido. O obscurecimento e a lentidão persistem mesmo depois de acordados. Quanto mais alguém dorme, mais desanimado se sente uma vez que muita quantidade de energia é empregada quando se dorme. Portanto, o quarto estado, quando estamos acordados e ainda em completo repouso, vale a pena conhecê-lo. E nós entramos neste estado apenas durante a meditação.

(Sri Sri Ravi Shankar, líder humanitário e mestre espiritual Indiano)

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Sou autor do site Motivação e Foco, consultor comportamental, apaixonado por gente e pela vida.

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